Nutrir um desejo constante por situações, objetos e pessoas faz parte da estrutura psicológica do ser humano. De acordo com o psicólogo Daniel Saraiva, especialista em sexualidade, o consumo de álcool pode levar a comportamentos sexualmente fluidos e menos inibidos. “A influência do álcool em circuitos cerebrais específicos reduz nossas ansiedades e inibições em geral, levando-nos a considerar experimentar todos os tipos de coisas que normalmente não tentamos, sexualmente ou não.
"Considere qualquer casal que você conhece que foram melhores amigos por dez anos antes de começar a namorar e fazer sexo", diz ela. "Para esses casais, a química sexual não foi instantânea, mas construída ao longo do tempo." Normalmente, você pode registrar que tem química sexual com alguém por causa dos sintomas físicos que experimenta quando vê, sente, ouve, pensa ou cheira a pessoa.
Com base nesses dados, os cientistas analisaram como a quantidade de álcool consumida estava relacionada ao interesse sexual no alvo e descobriram que os homens que haviam ingerido dez doses ou mais sentiram atração pelo ator do vídeo. Já os participantes que não tinham bebido nada não demonstravam nenhum interesse. Todo mundo tem seus segredos, mas alguns heterossexuais deixam a sua atração por outros homens guardada a sete chaves.
Se você desfrutou de toda emoção do sexo com outro homem e, mesmo assim, tomou a decisão de voltar para o seu marido, é porque ele, além de porto seguro, deve lhe oferecer outras coisas boas. Todavia, a especialista aponta que o cenário muda a partir do momento em que assumimos — para nós mesmos ou para amigos próximos — que queremos evidenciar o nosso interesse. “Mesmo que eu não vá concretizar nada, já estamos falando de uma quebra de contrato”, declara. Para entender isso, Raquel nos aconselha a analisar novamente o conceito da monogamia. Então, sim, é natural que as pessoas acabem flertando dentro dos relacionamentos, visto que as motivações para isso têm raízes no subconsciente (que é bombardeado por questões morais, sociais, culturais, etc).
Química sexual
Dos 2892 homens entrevistados, 131 admitiram ter relações com homens, apesar de se definirem como heterossexuais. Para o especialista, há muito interesse e curiosidade por pessoas do mesmo sexo borbulhando sob a superfície em muitos homens que são reprimidos pelo contexto social. “Como há muito estigma associado à bissexualidade masculina, esses desejos permanecem ocultos na maior parte do tempo, ou seja, quando estão sóbrios”, afirma Saraiva. O fetiche também pode partir por parte das mulheres que sentem atração em ver o companheiro com outra mulher. Ao menos em 50% dos casos, o interesse primário partiu das companheiras e não dos maridos, segundo a pesquisa.
Flertar é natural… mas pode ser considerado como traição?
Quem é adepto narra uma enorme satisfação em ver o par sendo objeto de desejo e sedução de alguém. Com cerca de 19 milhões de inscritos, o sexlov é um site de não monogamia conhecido como a maior rede de sexo e swing do Brasil e se caracteriza como " lugar ideal para quem quer conhecer pessoas de cabeça aberta, sem julgamentos". Apesar de ser visto como uma forma de traição, na realidade, para apimentar o fetiche, não TikTokers Peladas há a deslealdade, uma vez que uma das principais regras do cuckold é o total consentimento de todas as partes. Em 2022, o portal também fez o levantamento por território e mostrou que o Distrito Federal (DF) foi o estado em que mais pessoas responderam que tinham conhecimento sobre o fetiche cuckold, com 80% de respostas afirmativas. No entanto, o Pará foi campeão registrando o maior índice de participação — 53%.
Daniel Lenhardt esclarece mitos a respeito da orientação sexual e responde as principais dúvidas sobre o tema
O prazer, para algumas pessoas, está no fato de assumir mesmo o papel de observadora, ou seja, elas sequer ficam no ambiente onde está rolando o sexo. Preferem espiar pela fresta da porta ou pela janela, atitude que torna a experiência mais excitante. Para eles, ela pode não só proporcionar muita satisfação como ainda melhorar o relacionamento. Se você é do time que acha improvável tirar prazer do fetiche, veja algumas justificativas. Observar o par fazendo sexo com outra pessoa e tirar prazer disso é um fetiche mais comum do que se imagina. E não são apenas homens que curtem, não, embora os níveis maiores de testosterona no organismo e a educação mais liberal favoreçam que sejam os principais praticantes.
Ingerir bebida alcoólica aumenta a atração de homens que se dizem heterossexuais por mulheres, mas também por pessoas do mesmo sexo. É o que aponta um novo estudo, publicado no “Journal of Social Psychology”, feito nos EUA. Segundo a pesquisa, no caso do público feminino, apesar de haver uma maior abertura, a prevalência continuou sendo o interesse no sexo oposto. Hoje em dia, a aceitação da diversidade sexual é muito maior do que no passado.
É aquele desejo de dar uns amassos ou arrancar as roupas de alguém que você acabou de conhecer (consensualmente, é claro). Ou aquele choque inesperado e uma onda que atinge seus sentidos quando toca os braços daquela pessoa superatraente sentada ao seu lado no metrô. Para os profissionais de saúde, que lidam com epidemiologia ou com saúde pública, a classificação de “homens gays” ou “bissexuais” não é utilizada. Nesse caso, o termo usado é “homens que fazem sexo com homens”, representado pela sigla HSH. Mesmo estando dentro de uma relação monogâmica, todos nós já sentimos atração — física, afetiva ou intelectual — por outros. Aliás, é uma fantasia acreditar que, a partir do momento em que assumimos um compromisso com alguém, paramos de ter quaisquer sentimentos pelas pessoas que não estão no relacionamento.
Talvez, se o casal vivesse na mesma cidade, casa ou se encontrassem todos os dias, esse sentimento diminuísse, já que eles estariam juntos o tempo todo. “Eu não consigo flertar com um cara se eu não tiver bebido alguma coisa antes. O álcool faz com que eu me sinta mais livre, sem medo das consequências”, afirma. Para Rodrigo, essa mesma dificuldade não se aplica na hora de paquerar as mulheres. “Eu já me comporto de um jeito automático e não tenho timidez na hora de abordar uma garota.
Por esse motivo, os pesquisadores acreditam que os homens declarados heterossexuais, sob efeito etílico, estavam propensos a ter relações sexuais com indivíduos do mesmo sexo na mesma proporção que com mulheres. “Isso sugere uma possível mudança no comportamento sexual casual normativo entre homens heterossexuais diante desse tipo de situação”, escreveram os autores no estudo. Embora você possa sentir instantaneamente a química sexual com alguém – por exemplo, o bonitão que acabou de entrar no restaurante ou a modelo que passou na rua – a química sexual também pode se desenvolver com o tempo, de acordo com Zhana. Alguém que é demissexual (só têm o potencial de sentir desejo sexual por alguém se um relacionamento emocional foi firmemente estabelecido), pode não experimentar química sexual com alguém até um ano (ou mais!).
Foi isso o que revelou um estudo publicado na revista científica Sexualities. Héctor Carrillo and Amanda Hoffman da Universidade de Northwestern entrevistaram 100 homens que se identificam como heterossexuais para uma análise qualitativa das suas respostas sobre relações com outros homens. "Para que um relacionamento seja sustentável, geralmente precisamos que ele seja construído em mais do que apenas química sexual", diz ela. Você precisará de coisas como comunicação, confiança, respeito mútuo e valores compartilhados, só para citar alguns. A química sexual também pode estimular os sintomas que elas e eles experimentam quando excitados, como mamilos duros, aumento do fluxo sanguíneo para os genitais, genitais externos inchados e/ou eretos e aumento da lubrificação vaginal, diz ela. DicasPara não ficar angustiada com o desejo de traição por sexo, quem sabe você tenta aplicar algumas novidades no seu casamento?