Ele vai proporcionar situações imaginárias em que ocorrerá no desenvolvimento cognitivo, facilitando a interação com pessoas as quais contribuirão para um acréscimo de conhecimento. Como relatado pelos professores entrevistados, mesmo sabendo da importância das vivências livres, pela falta de espaços adequados e recursos, nem sempre é possível oferecer esse convívio, predominando as práticas de emparedamento, o que lamentavelmente restringe o contato das crianças com a natureza. É necessário desconstruir a ideia e a realidade de uma vida escolar entre paredes porque não podemos correr o risco, no processo de democratização do acesso à escola, de estender a todos esse modelo nefasto. Pois o sentimento de respeito à natureza está relacionado à convivência, aos laços afetivos em relação aos lugares, aos seres, às coisas, ao universo biótico e abiótico (Tiriba, 2018, p. 341).
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Para alguns movimentos ligados ao direito ao brincar, como a Aliança pela Infância e a Rede Marista de Solidariedade, a brincadeira deve partir da vontade da criança, pois o aprendizado ocorre no decorrer da própria brincadeira, que deve ser valorizada pela ação em si e não apenas por uma finalidade específica. Isso é um crime pra nós, já que o recreio é a hora que os estudantes têm pra conviver com as crianças de outras faixas etárias, de outras realidades, pois o brincar permite o acesso à diversidade, o que acaba sendo um meio maravilhoso de aprendizado”, aponta Giovana. Vygotsky (1998) toma como ponto de partida a existência de uma relação entre um determinado nível de desenvolvimento e a capacidade potencial de aprendizagem. Defende a ideia de que, para verificar o nível de desenvolvimento da criança, temos que determinar pelo menos, dois níveis de desenvolvimento.
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A interação durante o brincar caracteriza o cotidiano da infância, trazendo consigo muitas aprendizagens e potenciais para o desenvolvimento integral das crianças. Ao observar as interações e a brincadeira entre as crianças e delas com os adultos, é possível identificar, por exemplo, a expressão dos afetos, a mediação das frustrações, a resolução de conflitos e a regulação das emoções. O ato de brincar é a primeira atividade lúdica acessível ao ser humano e uma das primeiras possibilidades de conhecer o mundo ao seu redor. Ao nascer, o bebê já desenvolve alguns movimentos e interações, mas é com as brincadeiras que a criança abre seu olhar para o mundo.
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Quanto mais a criança tiver contato com atividades diferentes, que a desafiem e a instiguem, em seu desenvolvimento, mais habilidades e competências ela desenvolverá. Assim sendo, é necessário que os profissionais da educação, estejam preparados para utilizar o brinquedo como instrumento pedagógico, favorecendo assim a aprendizagem. De acordo com o Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil (1998) a partir da importância da ludicidade que o professor deverá contemplar jogos, brinquedos e brincadeiras, como princípio norteador das atividades didático-pedagógicas, possibilitando à criança uma aprendizagem prazerosa. O desenvolvimento da criança e seu consequente aprendizado ocorrem quando participa ativamente, seja discutindo as regras do jogo, seja propondo soluções para resolvê-los.
As crianças pequenas e bem pequenas usam e criam no brinquedo uma expectativa e situações diversas e imaginárias. Segundo Vygotsky (1998), não se pode definir o brinquedo como atividade que dá prazer a criança, visto que existem muitas atividades que propiciam mais prazer do que o ato de brincar, como Aluguel de brinquedos por exemplo, chupar chupeta. De acordo com Brougére, (2000), a criança está inserida, desde o seu nascimento, num contexto social e seus comportamentos estão impregnados por essa imersão inevitável. Importante salientar que o ambiente escolar é um ambiente favorecido de apropriação da cultura.
No brinquedo, a criança sempre se comporta além do comportamento habitual, o mesmo contém todas as tendências do desenvolvimento sob forma condensada, sendo ele mesmo uma grande fonte de desenvolvimento. “Atualmente a tecnologia tem tirado muito do brincar enquanto expressão física e de socialização. Além disso, a super ocupação profissional dos adultos também tem tirado o tempo do lúdico em família”. O motorista Anderson Vargas é morador de Vila Isabel, zona norte do Rio de Janeiro, e enfrenta diversos problemas no bairro para encontrar locais para levar os filhos para brincar. É no brinquedo que a criança aprende a agir numa esfera cognitiva, ao invés de numa esfera visual externa, dependendo das motivações e tendências internas, e não por incentivos fornecidos por objetos externos (VYGOTSKY, 1998, p. 109). A psicoterapia justifica através do brinquedo, o lado sadio e positivo da criança – e, assume a função terapêutica, pois essa atividade possibilita a criança exteriorizar seus medos, angústias, problemas internos além de revelar-se inteiramente, resgatando a alegria, a felicidade, afetividade e o entusiasmo.
A condição favorável ao ato de brincar estimula muitas possibilidades de uma criança se transformar num adulto criativo. Neste aspecto é necessário ter a coragem de tentar, de errar e lançar-se numa atividade de forma descompromissada. As brincadeiras tradicionais assumem características de anonimato e tradicionalidade.
Nessa perspectiva podemos concluir que é fundamental esse entendimento a fim de que o psicopedagogo possa identificar e intervir positivamente nas dificuldades da criança. Educar é acima de tudo a inter-relação entre os sentimentos, os afetos e a construção do conhecimento. Segundo este processo educativo, a afetividade ganha destaque, pois acreditamos que a interação afetiva ajuda mais a compreender e modificar o raciocínio do aluno. E muitos educadores têm a concepção que se aprende através da repetição, não tendo criatividade e nem vontade de tornar a aula mais alegre e interessante, fazendo com que os alunos mantenham distantes, perdendo com isso a afetividade e o carinho que são necessários para a educação. Com isso, é possível entender que o brincar auxilia a criança no processo de aprendizagem.
Além disso, o estudo também aponta que 30% da população global não teve acesso a refeições de qualidade durante o último ano — problema agravado agudamente pelo aumento dos preços dos alimentos, uma situação que temos observado com preocupação no Brasil. A crise atual provocada pela pandemia do novo coronavírus fragilizou direitos fundamentais de crianças e adolescentes em todo o Brasil. Neste mês de outubro — em que mais uma vez voltamos nossa atenção para os temas da infância — precisamos ter em mente que há ainda muito a ser construído (e reconstruído) para que alcancemos um cenário minimamente aceitável de equidade e justiça social. Juntos, como sociedade, podemos garantir que todas as crianças desfrutem desse direito vital à infância. Foi pensando em fortalecer o livre brincar nas comunidades que a FEAC criou o projeto Caminhos do Brincar. O objetivo é, a partir do engajamento de crianças e suas famílias, realizar transformações em territórios vulneráveis de Campinas, tornando-os mais lúdicos e seguros para as crianças.
Desta forma, este estudo proporcionará uma leitura mais consciente acerca da importância do brincar na vida do ser humano, e, em especial na vida da criança. Para definir a brincadeira infantil, ressaltamos a importância do brincar para o desenvolvimento integral do ser humano nos aspectos físico, social, cultural, afetivo, emocional e cognitivo. Neste contexto, o brincar na educação infantil proporciona a criança estabelecer regras constituídas por si e em grupo, contribuindo na integração do indivíduo na sociedade.
Especialista em Língua Brasileira de Sinais (UCAM); Lúdico e Psicomotricidade na Educação Infantil e em Atendimento Escolar Especializado (FESL). Cada um bate na mão do outro, que “passa a palma” para o outro amigo, enquanto cantam uma canção (cada palavra vale uma palma), até atingir a palavra final. Aquele que conseguir bater na mão do colega ao falar a última palavra desclassifica o outro. A criança que está sem cadeira deve tentar sentar em uma das cadeiras desocupadas e as outras devem tentar sentar em outra.
De acordo com Gerhardt e Silveira (2009), os benefícios de uma pesquisa de levantamentos é o conhecimento conclusivo da realidade e o alcance dos dados em tabelas, o que oferece melhor correção para a análise dos dados. O convívio com outras crianças é muito salutar e as trocas entre eles são enriquecedoras, mas isso somente acontecerá se houver espaço para as características individuais aflorarem e completarem umas às outras, caso contrário, a experiência poderá ser massificante. Em um breve levantamento histórico compreendemos que os brinquedos não foram criados como invenções de fabricantes especializados, mas sim advém das oficinas de artesão e entalhadores em madeira, fundidores de estanho, etc. Antes do século XIX, os brinquedos não eram fabricados como artigos únicos pela indústria. Os estilos e as belezas das peças mais antigas denotam-se que sua produção era secundária nas diversas indústrias manufatureiras, e que havia restrições de acordo com cada estatuto corporativo. Em roda, as crianças devem intercalar as mãos – a mão direita sobre a esquerda do colega ao lado.
Deste modo, à criança estará resolvendo conflitos e hipóteses de conhecimento e, ao mesmo tempo, desenvolvendo a capacidade de compreender pontos de vista diferentes, de fazer-se entender e de demonstrar sua opinião em relação aos outros, e ainda e nesse ato que podemos diagnosticar e prevenir futuros problemas de aprendizagem infantil. É importante perceber e incentivar a capacidade criadora das crianças, pois esta se constitui numa das formas de relacionamento e recriação do mundo, na perspectiva da lógica infantil. Na educação de modo geral, e principalmente na Educação Infantil o brincar é um potente veículo de aprendizagem experiencial, visto que permite, através do lúdico, vivenciar a aprendizagem como processo social. A proposta do lúdico é promover uma alfabetização significativa na prática educacional, é incorporar o conhecimento através das características do conhecimento do mundo.
O autor relata sobre a zona de desenvolvimento proximal que é a distância entre o nível atual de desenvolvimento, determinado pela capacidade de resolver, independentemente, um problema, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da resolução de um problema, sob a orientação de um adulto, ou de um companheiro mais capaz. É brincando que a criança aprende a respeitar regras, a ampliar o seu relacionamento social e a respeitar a si mesmo e ao outro. Por meio do universo lúdico que a criança começa a expressar-se com maior facilidade, ouvir, respeitar e discordar de opiniões, exercendo sua liderança, e sendo liderados e compartilhando sua alegria de brincar. Em contrapartida, em um ambiente sério e sem motivações, os educandos acabam evitando expressar seus pensamentos e sentimentos e realizar qualquer outra atitude com medo de serem constrangidos.

